Um Hino À Liberdade - Aniceto Afonso (Historiador)

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MUNDOS

 

Com esta ficção poética, os autores iniciam, em conjunto, uma actividade literária prometedora.

Envolvendo-se, e envolvendo o leitor, nas disfunções de três Mundos , acabam por abrir frestas para a magia de uma madrugada que transformou as nossas vidas. Dessa madrugada destacam um Homem que ousou exceder os limites que o Mundo Perfeito rigidamente lhe marcava.

Em sua companhia, com palavras de sons modulados, vamos sabendo como iniciou, com os seus companheiros, um trajecto de colisão, como todos decidiram enfrentar a máquina da desesperança, como conseguiram libertar-se e libertar a praça cercada.

Mundos é um hino à liberdade e ao Homem capaz de a recuperar, construir e manter.

As flores nos canos das espingardas situam-nos num dia concreto que os autores não chegam a pronunciar. Só nós, que estivemos lá, ou que sabemos o que isso significa, conseguimos determinar onde se situa o centro do mundo e quem é o Homem a quem fizeram uma estátua.

O caminho que percorremos, deslumbrados pelas pradarias que nos desafiam, devolve-nos a nós próprios, na recusa dos mundos perfeitos e na certeza da luta permanente.

O mundo novo é apenas uma terra redescoberta onde habitamos e temos esperança, onde nos movemos e participamos. Pelo caminho ficou um herói de um madrugada de magia. E foram ficando depois outros heróis, que são os heróis dos dias das nossas vidas.

Ser Homem ou ser Cavalo não é uma grande diferença. A diferença, a grande diferença, está em ser livre ou não ser livre. Mundos é sobretudo isso - um Hino à Liberdade...

-Aniceto Afonso-

Actualização: 06-Sep-2006 . Comentários / sugestőes: ajsbranco@mundos.info